Pandemia do preconceito. “Sendo o IMC superior a 40 a única exigência para a vacinação pelo SUS, uma balança e uma fita métrica no próprio local de aplicação da vacina bastariam. No entanto, exige-se das pessoas gordas um laudo médico que constate a condição. Foi preciso superar o trauma gerado por anos de violência em clínicas e consultórios, reconhecer o privilégio que é ter acesso ao atendimento médico nos dias de hoje e ir em busca do tal laudo, mas isso não foi suficiente para muitas pessoas gordas; esta autora inclusa”, escreve Agnes Arruda.
Leia a coluna.
Morte materna na pandemia sem acesso a UTI. Desde o início da pandemia, uma a cada cinco gestantes e puérperas que faleceram por SARS-CoV-2 não teve acesso a unidades de terapia intensiva (UTI) e 33% não foram intubadas - o derradeiro recurso terapêutico que poderia salvá-las. Até 17 de junho de 2021, perderam a vida 1.412 gestantes e puérperas pela doença, segundo dados do
Observatório Obstétrico Brasileiro Brasileiro COVID-19.
Abstinência Sexual. Na tarde de ontem, a Câmara Municipal de São Paulo adiou a votação do Projeto de Lei que cria um programa que defende a abstinência sexual como contracepção para adolescentes. Os vereadores não conseguiram chegar a um acordo sobre mudanças no projeto e a votação foi adiada para a próxima semana. Grupos feministas se manifestaram na frente da Câmara contra o projeto. Aqui n’AzMina, a gente já explicou como funciona a educação sexual e porque ela é importante. (
Via G1)
Kathleen e a produção de mortes pela polícia. Kathlen Romeu é a mais nova face da banalidade com a qual as mortes são produzidas pelas polícias brasileiras. Em média, 17 civis são mortos por dia em ações policiais no país; número que indica abuso da força, conforme apontam pesquisas. (
Via Catarinas)
Assassinato de mulher trans é feminicídio. Em decisão rara, a Justiça condenou o assassino de mulher trans por feminicídio. O julgamento considerou que Jonatas Santos praticou feminicídio com emprego de meio cruel que dificultou a defesa da vítima, e determinou 16 anos de prisão; Larissa Rodrigues, 21, foi morta a pauladas na zona sul de SP, em maio de 2019. (
Via Ponte)
LGBTIfobia no Brasil. Em 2019, o STF reconheceu a LGBTfobia como crime de racismo, mas a decisão ainda não produziu todos os seus efeitos desejados. Passados dois anos da decisão, é possível dizer que a criminalização da LGBTIfobia no Brasil ainda não é uma realidade. As dificuldades de efetivar as denúncias se somam à resistência das
forças de segurança pública e do sistema judicial em reconhecer e aplicar a decisão, mostra a pesquisa
LGBTIfobia no Brasil: barreiras para o reconhecimento institucional da criminalização, realizada pela All Out e coordenada pelo Instituto Matizes.
Não alimente os trolls. Em razão do impacto de suas escolhas de comunicação, a forma como jornalistas e influenciadores reagem, respondem e reportam ataques online é central para minimizar danos e evitar a amplificação de narrativas violentas e extremistas ou de comportamentos trolls. No documento “Falando sobre ataques online e trolls: um guia para jornalistas e criadores de conteúdo na internet”, o InternetLab e o Redes Cordiais chamam a atenção de jornalistas, influenciadores e produtores de conteúdos em redes sociais para as escolhas que eles têm em suas mãos. Para isso, buscou-se ponderar o que pode estar em jogo diante de ataques online de trolls e oferecer ferramentas para que decisões responsáveis possam ser tomadas. (
Via InternetLab)